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quarta-feira, 20 de julho de 2011

A TRANSFUSÃO


"Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão." (Provérbios 17.17)

   Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários foi atingido por um bombardeio.
   Os missionários e duas crianças tiveram morte imediata e as restantes ficaram gravemente feridas.
   Entre elas, uma menina de oito anos, considerada em pior estado.
   Era necessário chamar ajuda por um rádio e, ao fim de algum tempo, um médico e uma enfermeira da Marinha dos EUA chegaram ao local.
   Teriam que agir rapidamente, senão a menina morreria, devido aos traumatismos e à perda de sangue.
   Era urgente fazer uma transfusão, mas como
   Reuniram as crianças e, entre gesticulações, arranhadas no idioma,
tentavam explicar o que estava acontecendo e que precisariam de um
voluntário para doar o sangue.
   Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se timidamente.
   Era um menino chamado Heng.
   Ele foi preparado às pressas, ao lado da menina agonizante, e espetaram-lhe uma agulha na veia.
   Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto.
   Passado algum momento, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre.
   O  médico lhe perguntou se estava doendo, e ele negou. Mas não demorou muito a soluçar de novo, contendo as lágrimas. O médico ficou preocupado e voltou a lhe perguntar, e novamente ele negou.
   Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso, mas
ininterrupto.
  Era evidente que alguma coisa estava errada.
   Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia. O médico pediu então que ela procurasse saber o que estava acontecendo com Heng.
   Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e
explicando algumas coisas. E o rostinho do menino foi se aliviando.
Minutos depois ele estava novamente tranqüilo.
   A enfermeira então explicou aos americanos:
   - Ele pensou que ia morrer, não tinha entendido o que vocês disseram e estava achando que ia dar todo o seu sangue para a menina não morrer.
   O médico aproximou-se dele e, com a ajuda da enfermeira, perguntou:
   - Mas, se era assim, porque então que você se ofereceu a doar seu sangue?
   E o menino respondeu, simplesmente:
   - ELA É MINHA AMIGA

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